[KPOP] O dia que um grupo coreano ganhou o Billboard!

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Pop coreano talvez seja algo que você já deve ter ouvido por aí, ou sua abreviação mais popular: Kpop. É um estilo de música que tem contagiado muitos jovens nos últimos anos aqui no Brasil, mas nos Estados Unidos, Europa e na própria Ásia é algo que já é popular há muito tempo.

Já faz 6 anos que estou nesse mundo incrível e se me perguntarem se quero sair dele, com certeza vou dizer que não. Nunca é chato e nunca me desagrada. Traz felicidade, diversão e muitas risadas. E ver ontem, um grupo que amo e que acompanho desde que debutaram, chegar a ser conhecido e reconhecido mundialmente é um orgulho.



Bangtan Boys, mais conhecido como BTS é um grupo formado por sete rapazes: Jin, Suga, J-Hope, Rap Monster, Jimin, V e Jungkok, todos sul-coreanos que fizeram sua estréia na música em 13 de junho de 2013 e eu estava lá observando isso acontecer.


Com o lançamento do videoclipe de "No More Dream" que tinha uma vibe muito bad boy, já conquistaram a Coreia. E no mês seguinte, com o lançamento de "We Are Bulletproof"foi a música que realmente abalou as estruturas da minha alma. Já tinha alguns anos ouvindo kpop, mas nunca tinha ouvido nada (ou sentido) como aquilo: aquela batida poderosa e a coreografia muito bem sincronizada e amarrada me fisgou.


Depois só vieram mais sucessos como: "Boy in Love", "Just One Day", "Danger", "War of Harmony", "I Need You", "Run", "Dope", "Fire", "Blood Swear & Tears", "Spring Day" e um dos últimos e também muito lacroso, "Not Today". Também se tornaram muito conhecido entre as fãs por fazer cover de grupos femininos e ser muito engraçados.


Então, depois de 4 anos de carreira e ouvir, presenciar e torcer pelo sucesso deles, é muito orgulho vê-los chegar tão alto e colocar o primeiro grupo coreano no mesmo nível que artistas americanos, que são ditos como os melhores da música mundial. Não estou aqui cuspindo no prato que já me lambuzei, pois já amei muitos grupos internacionais, mas hoje a maior parte das músicas que gosto são coreanas, e nada mais justo do que vibrar por eles.

A imagem da felicidade

Ontem, dia 22 de maio de 2017, foi o dia em que a música coreana foi agraciada, mais exposta ao mundo e por que não, também revelada (para quem não conhece) por garotos entre 19 e 24 anos de idade, dando um grande grito de ESTAMOS AQUI. E eu como fã não poderia ficar quieta. Babei nesses meninos lindos e super talentosos. Também gritei e me emocionei com mais essa conquista.

Ganhar o prêmio de "Artista Top nas Mídias Sociais" contra Ariana Grande, Justin Bieber, Selena Gonez e Shawn Mendes com 75% dos votos é maravilhoso! Chorei e que venham outros!


Nosso Amor: Eli & Maggie (Her Touch, de Alexa Riley)

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Ando numa vibe muito boa de livros da Alexa Riley, mas poucos deles merecem menção honrosa por causa do casal. Alguns deles são mais sexo sem sentido e um casal que não é digno de se apaixonar, afinal os livros dela são mais para entretenimento.

Mas foi muito diferente com "Her Touch", achei tão gostosinho e com uma pitada de amor verdadeiro, que fui obrigada a vir aqui falar mais sobre ele.

Eli saiu do exército com marcas visíveis de combate e tudo o que precisa é se recuperar - tanto fisicamente como emocionalmente - mas não tem para onde ir. Até que seu oficial o convida para ficar na casa dele, junto com sua filha Maggie.

Maggie só sabe se mudar de cidade em cidade para acompanhar o pai, mas quando Eli passa a viver na sua casa, ambos vão descobrir a força de uma amizade, vão aprender mais sobre companheirismo e a luz da felicidade.

"Sua luz o faz parecer ameaçador, seu peito largo e os braços não fazem nada para ajudar a aliviar isso."

Eli tem 25 anos e Maggie 17. Talvez você ache que eles não tem muito em comum, mas os desejos que não são expressos são mais semelhantes do que imaginamos.

"Percebo que estive rindo e brincando com ela hoje, e ela retribuiu. Estive basicamente flertando e ela não parecia nem um pouco chateada com isso."

Eli é uma coisa fofa se apaixonando pela primeira vez e nunca fiquei tão feliz em ter que esperar para ver uma cena de beijo num livro. Porque quando aconteceu foi MARAVILHOSO!



Esse livro é cheio de fofuras. Flerte de alta qualidade, trocas de presentes, e uma construção de amizade/amor que me deixou saltitando de felicidade.

Até Alice, a amiga de Maggie tem um papel especial e um romance próprio no meio da leitura. Alexa trouxe uma mistura boa de tudo o que ela gosta de escrever e eu de ler, que ficou primoroso.

Estou de volta!! ❤

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Cá estou eu novamente. Este ano iria completar 2 anos que o blog está parado, sem nenhuma atualização ou novidade. E para piorar tudo, ainda sou aquele tipo de pessoa que some sem dar explicações prévias. Sim, eu sou assim. 

Desde o começo do ano estou pensando em retornar, mas estou procrastinando já tem 3 meses. Procrastinar é meu sobrenome! hehehe Então talvez você possa estar perguntando: porque voltou Lisse? Mas hoje senti o grande "vai lá e faz!" que eu tanto estava aguardando. Fiquei motivada. Estou simplesmente me sentindo muito bem! 



Então, vamos aos motivos do meu comeback! 


  • Motivo 1: é que senti falta de escrever. Muito, muito, muito MUITO MESMO. E desde janeiro comecei a fazer um caderno que é meio planner e meio diário, e foi quando realmente entendi que eu preciso escrever e colocar para fora o que penso. 

  • Motivo 2: senti muita falta da Marina e do Pedro. Talvez você não saiba o que é, mas foi um conto que comecei aqui no MASA entre 2011 a 2014, que tem como foco o romance desses dois personagens. Clique aqui para conhecer as partes já escrita. E mesmo que na minha cabeça esse conto já tenha evoluído para um livro mais complexo, não queria desistir de colocar aqui como foi a minha visão inicial.

  • Motivo 3: quero falar mais sobre os meus ponto de vista dos livros da mesma forma que comecei aqui, sem compromisso de descrever uma resenha meio "técnica", e mais como um bate papo informal do que realmente achei do livro e os pontos que mais me encantaram.

  • Motivo 4: (esse é um dos ponto importantes) que é falar sobre doramas. Tá certo que não sou a pessoa mais acompanhadora de dramas, mas o que eu conseguir ver quero vir e contar como foi, qual está sendo meus feels e minhas surtações e divagações.

  • Motivo 5: gostaria de falar mais da minha parte criativa e do que se passa na minha cabeça. Esse é um ponto em que ainda estou pensando sobre o que falar, na verdade. Mas a única coisa que sei é que todo dia tenho ideias loucas sobre plots de livros, outros são coisas que queria MUITO MUITO escrever e outros são só pensamentos aleatórios; no entanto, não é menos importante.


Enfim, é isso! Não importa se terei visualização ou não. Se terei comentários ou não. A única coisa que realmente quero é deixar registrado em algum lugar o que eu REALMENTE gosto de fazer: que é escrever. 

A única coisa que falta é eu ir lá e fazer o que tenho que fazer. Pois esse é post que iniciei em janeiro e não tenho nada preparado para os próximos. Mas tenho algumas ideias. 

Beijos, tchau!

Foca na determinação!

Nosso Amor: Garrett & Hannah (The Deal de Elle Kennedy)

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Eu sou a garota das indicações, e tenho uma amiga pior do que eu, que consegue me bombardear com capas incríveis, dizendo "ouvi falar maravilhas desse livro!" ou então "você já viu esse livro?". E eu vou toda enlouquecida no Goodreads atrás de quotes e resenhas que me façam comprovar que o tal livro é mesmo tudo o que dizem.

Na sexta feira essa amiga me indicou esse livro e desde ontem estou agarrada nele. Fui para o curso com o Kindle nas mãos e durante as aulas não conseguia parar de pensar no Garrett. E hoje de tarde finalmente consegui terminá-lo.

The Deal é incrível... pelo menos aos meus olhos sim. É aquele tipo de livro que você não consegue largar, e que deveria ser sobre um cara burro e um garota esquisita; no entanto, quando você vai lendo tudo o que percebe é que há sincronismo e delicadeza. Que ambos eram completos estranhos que estranhamente dão certo (desculpa a redundância mas não tinha como expressar melhor do que isso).

Sei que essa capa é shame, mas eu simplesmente ADORO livros shames, com pitadas de erotismo e com química explodindo entre os personagens. E The Deal tinha tudo isso e algumas outras características que me fez amá-lo muito mais. 

Garrett está indo mal em um matéria na escola, só precisa manter suas notas na média para poder fazer aquilo que tanto gosta na vida: patinar. Seu hobby e paixão é ser jogador de hóquei, é o que faz desde que aprendeu a andar. Já nossa querida Hannah está cursando música, tem tudo sobre controle na suas notas e quer chamar atenção da sua paixão - o cara mais cobiçado do campus - o jogador de futebol, Justin, que está fora do seu alcance. 




Houve várias coisas que fez com que me contorcesse de felicidade. É tão difícil enumerar! Garret tem aquele sarcasmo encantador que aos olhos nu pode parecer grosseria, no entanto perdi as contas de quantas vezes estava rindo das coisas loucas que ele citava para simplesmente enlouquecer o dia da Hannah, e fazê-la agir fora da linha. E pela primeira vez uma personagem que tem muito de inocência e candura não me irritou. Isso é um milagre! 

Mas tudo isso se deve ao talento da Elle Kennedy, que não enrolou e nem deixou que clichês atrapalhassem o desenvolvimento dos acontecimentos. E juro que fiquei esperando o tão famoso resultado de coisas inevitáveis que poderiam surgir, e estou esperando até agora. Ela se esquivou de tudo isso e eu aplaudi de pé. Porque o que encontrei em The Deal foi encantador e voraz ao mesmo tempo. Porque o livro aborda questões que eu não saberia como descrever do jeito que a autora conseguiu, e nem seria tão sucinta e sim, enrolada e esquisita.

E para encerrar vou apenas dizer que quando li essa sinopse a única coisa que passou na minha cabeça foi: ONE TREE HILL, só que a autora substituiu o basquete pelo hóquei. E eu AMEI, AMEI, e AMEI



"Não, ela não é. Porque outras mulheres não me entretinham tanto quanto ela fez. De repente eu me pergunto quando eu já fiz isso em minha vida, sem Hannah Wells soltando farpas sarcásticas e resmungando irritada".



"Na minha experiência, nenhuma mulher entra em uma aventura, acreditando que vai ficar em uma aventura. Ela poderia dizer o contrário, talvez até se convencer de que ela é legal, com um sexo casual, mas no fundo, ela espera e reza que vai levar a algo mais profundo".

Despedaçados #1

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Oie Mônica.

Como você está?

Faz apenas poucas semanas que nos separamos e estava lutando para não ir atrás de você. Mas aí, faz dois dias que te vi. Desculpa, eu não consegui parar ao te ver. Te segui. Vi quando entrou num bar com suas amigas. Você está mais bonita! Não imaginei que isso pudesse acontecer. Seu cabelo está com luzes agora. Estava mais maquiada. E feliz. Seu sorriso é o que eu mais gosto; ele reluz. Você reluz quando está sorrindo e feliz.


Também estou escrevendo para me desculpar. Sei que estou muito atrasado. Mais eu preciso fazer isso. Desculpe-me por ter sido tão idiota, por ter sido um péssimo namorado. Não foi à toa que você decidiu ir embora. Eu não fui bom para você. Desculpa também por não ter feito você sorrir mais.


Eu te amava muito Mônica. Só demorei em me dar conta disso, e agora é tarde demais. Eu te amo! Te deixei cansada das minhas merdas, das mesmas desculpas esfarrapadas, dos meus deslizes, das traições e das mentiras. E você suportou por tanto tempo. Eu fui a merda de um egoísta sem coração. Eu tenho muitos defeitos, dos quais você é muito ciente. Não existe nesse mundo quem me entenda, me conheça e veja além de mim, melhor do que você. Eu me engano e achei que te enganava também. Idiotice minha. E isso me apavora, de verdade. 


Sinto como se no meio do nosso relacionamento, ou sei lá em qual parte dele, eu me tornei uma pessoa desconhecida. Eu tentava ser uma pessoa legal, tentava fingir, mas só me afundava e te levava junto. Era para eu ter sido mais cuidadoso. Ter realmente cuidado de você como eu tinha prometido, mas os meus miolos estavam derretidos e minha cabeça não entendeu isso. Deixei que outras coisas me atrapalhassem e eu brinquei com seus sentimentos. Quebrei seu coração e sua autoestima. 


Mas sei que entre todas as lágrimas que eu te fiz derramar, eu também sei que você vai superar. Pelo visto, já superou. Eu não te merecia. E ainda não te mereço. Mas não vou deixar de dizer que meu desejo é grande em ter você de volta. E se algum dia passar pela sua cabeça em me querer novamente, eu quero. Só quero que isso fique registrado. Sim. Eu gostaria de ter uma chance. Não vou dizer segunda chance porque tive mais do que isso. Se pensar em mim de novo como alguém que gostaria de ter perto, vou estar esperando. Não vou te ligar. Você tem meu telefone se quiser falar comigo. A escolha é sua. Sempre foi assim... Eu te amo, docinho.

Obrigada por tudo. 

Roberto 


Parte 9 - Marina

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Porque eu tinha concordado com essa insanidade? Estar perto do Pedro é a última coisa que eu precisava nesses dias. Andava tão tensa com os acontecimentos em casa. Minha mãe não me entende mesmo, a ideia fixa de vender a casa que moramos a vida toda ainda persiste e isso me deixa estressada.

A minha vida mudou muito quando meu pai morreu. Isso já faz 2 anos; ele era meu mundo. Aos 15 anos descobri que ele era minha alma gêmea. Pode até soar engraçado quando eu dizia isso, e ninguém entendia, o que é compreensível. Geralmente a maioria dos jovens não tem um bom relacionamento com os pais. No meu caso era o contrário, a comunicação em casa sempre foi algo primordial, contar como foi meu dia era rotina na hora do jantar. Rir das minhas novidades na escola, contar o que minhas amigas e eu fazíamos sempre deixava meus pais entretidos com um sorriso bobo nos lábios. Passeios de finais de semana, ir ao cinema ver os filmes que eram lançados - hábito que não deixei, o que me lembrava que estava nervosa por causa do Pedro.

Daniel, meu papai querido. Eu o amava. Amo. Passou a ser o meu melhor amigo e confidente; aquele tipo de pessoa que você confia cegamente e derrama seu coração até não querer mais. Ele sabia a parte mais ínfima dos meus pensamentos, até o fato de eu ansiar conhecer um homem que fosse como ele, aquele que eu dividiria uma vida.


"As pessoas são únicas, filha", era o que me dizia vez após vez quando eu insistia no mesmo assunto. Mamãe tinha tanto sorte em tê-lo encontrado.
"Mas pai, eu não tenho nem duas décadas de vida e já noto como as pessoas são egocêntricas e egoístas". Era realmente uma chata queria uma coisa, afinal eu estava falando da minha vida né, não poderia querer menos que isso, afinal eu tenho um cérebro. Não quero ninguém que me coloque pra baixo ou faça da minha vida um inferno.
"Não se preocupe querida, quando o certo chegar você simplesmente saberá". Aquelas palavras se repetiam vez após vez dentro de mim, porque quando a pessoa aparecesse a quem eu apresentaria? A quem eu contaria como estava me sentindo? E mais no futuro, quem andaria comigo até o altar? Às vezes até queria ficar sozinha, queria isso nunca acontecesse.

Aquele acidente há 2 anos atrás acabou com os meus sonhos. Eu estava muito quebrada para notar que algo bom estava acontecendo.

O poder de um livro! (20 Garotos no Verão, de Sarah Ockler)

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Esse final de semana tive a oportunidade de ler o livro mais triste da minha vida, que despertou em mim sentimentos que há muito não sentia. Vinte Garotos no Verão da Sarah Ockler, que já estava na minha lista desde que vi a capa internacional há uns 6 anos atrás.
"Na verdade, as coisas não vão embora. Elas se transformam em algo diferente. Algo mais bonito."
O livro conta a história da morte de Matt e como Anna e Frankie lidam com a perda de seu ente querido. Anna teve uma paixão secreta por Matt e conseguiu transformar isso em realidade antes dele falecer, e Frankie tenta apenas seguir em frente após a morte do seu irmão. Elas são melhores amigas mas não sabem como superar isso, e nem o que fazer pra confortar uma a outra.

Daqui há 3 meses completa 1 ano que meu pai faleceu, e nem mesmo no seu enterro aquela percepção de sofrimento ou luto estava presente. Chorei, isso é óbvio, não é fácil deixar alguém que você tanto ama ir embora. Mas a presença de tantas pessoas queridas e seu carinho por mim, fizeram com que o momento fosse menos doloroso.

Mas esse livro veio pra levar com tudo, e abriu as comportas de todas as lágrimas que não tinha derramado.
"Cair em prantos é diferente de chorar. O pranto consome seu corpo todo e, quando acaba, você sente como se não tivesse ossos para mantê-lo em pé."
As descrições de sentimentos que estavam trancafiados em mim e as palavras de como as pessoas não se importam com o que você passa, tava tudo lá descrito, nos mínimos detalhes. Tudo o que eu pensei durante os dias de angústia, de escuridão e eu não queria falar de nada, só ficar no meu canto. E ao mesmo tempo estava lutando a cada dia pra manter a memória viva de que meu pai ainda é uma parte de mim, são os mesmo sentimentos que Anna luta pra manter.
"Que você acorda todos os dias se perguntando por que você está viva e ele não."
A saudade é uma droga! E isso pode te manter presa no mesmo lugar pelo resto da vida. E pensava todos os dias que eu não queria esquecê-lo, como em "Um Lugar Pra Ficar" (da Cecelia Ahern) em que os esquecidos percebiam quando seus parentes tinham deixado de lutar e estava seguindo com a suas vidas. Não queria isso!
"Às vezes acho que nos sentimos culpados por estarmos felizes, e, assim que nos pegamos agindo como se tudo estivesse certo, alguém se lembra de que nada está certo."
Me levou também há lugares que eu quase não ia, como as lembranças do meu pai de alguma maneira bem (no começo da doença) e depois ficando cada dia mais doente, tendo o segundo AVC  e a cada dia mais longe de uma boa reabilitação. Eu simplesmente não me lembrava disso, só pensava em outras coisas, mas aí um livro de 288 páginas fez minha cabeça rodar e reviver isso tudo em 2 dias.

E quando acabei a leitura o que restou foi o sentimento de que meu pai sempre será "meu daddy" e eu serei "a menininha do papai", ele esteve aqui e eu o amei da melhor forma que pude e me senti muito amada. A perda foi repentina mas ele sempre estará em mim, sou o molde que ele formou há 28 anos atrás.
"Faço que sim e sorrio. Um pé diante do outro. Estou bem, obrigada por não perguntar."

Não Olhe para Trás

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Às vezes, quando se é jovem, você acha que nada pode te machucar, é como ser invencível. Sua vida toda está a sua frente e você tem grandes planos. Grandes planos. Para alguns funciona: achar seu par perfeito, aquele que te completa, um carro, o emprego perfeito, e outras coisas que se encaixam.

Mas conforme vai envelhecendo, percebe que nem sempre é tão fácil assim. Só no fim da vida percebe que os planos que fez, foram só planos. E quando olham para trás, é só passado e planos frustrados. E você quer acreditar que fez o seu melhor, que deu o seu máximo, mas não. Não foi porque nunca olhou para frente e o que resta é acreditar que deixou muito para trás.

Sinto que as pessoas se perdem quando pensam na felicidade como um destino. Estamos sempre pensando que um dia seremos felizes, realizando tudo o que sonhamos. Mas a felicidade é um estado. É uma condição. É como estar cansado ou com fome. Não é permanente. Isso vai e volta e está tudo certo. Sinto que se as pessoas pensassem isso dessa forma, elas encontrariam a felicidade muito mais vezes.

Message in a Bottle #2

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Recebeu minha primeira carta?
Hoje li aquele rascunho e percebi o quanto eu tava desesperado naquele dia... sinto sua falta.
Creio que estava muito nervoso, não sou mais o mesmo, é tão estranho uma vida sem você nela.
É sempre assim, dia após dia fingindo que acordei com você, que vamos tomar café, que te acompanharei até o estacionamento, que te verei em breve quando a tarde cair - querendo a escolha que não pude evitar.

Pensei esses dias que teria sido melhor se não tivesse te conhecido naquele cinema. Quem diria que eu viraria um grande fã de clássicos por sua causa? Isso ainda me faz rir! Eu odiava aquilo: uma época que não existe, valores que foram esquecidos, uma linguagem estranha. Mas você amava... ama! Viu o que fez comigo? Fui abduzido para um mundo irreal. Toda aquela baboseira de contos de fadas e blá-blá-blá de meninas. Depois eu não me contive e só quis mais disso, de você e de tudo o que me oferecesse.

Mas não. O desespero deixa a gente pensar e falar coisas que não deve. Eu só sei que te amo, e não mudaria nada que houve entre nós. Ah! tem sim, não teria deixado você entrar naquele avião. Isso sim eu mudaria.

Quero você aqui!
Do sempre seu

Rôtulos e o que eu poderia ser!

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Você já gostou tanto de uma coisa que sentia que sua vida era ligada aquilo de alguma forma? Que por mais que você pudesse e tentasse se livrar disso no começo, foi se fixando cada vez mais e foi impossível soltar? Então, eu sinto isso todos os dias de uns anos pra cá.

Sempre existem essas matérias jornalísticas por aí que mostram pessoas que colecionam selos, canecas, carros, LP's, porcelana; e não entendia o que viam de interessante nisso. E hoje eu entendo, e muito bem.  Amo livros, de um jeito que nunca achei que fosse gostar de algo na vida.

Juntei muitas partes de mim aos 13 anos deixando meu passado pra trás, e segui em frente, crescendo. Encontrei uma num Criador que fez de mim uma pessoa melhor, aprendi a estudar a Palavra de Deus, ficando mais assídua com a leitura. Aprendi a sonhar não só com o presente mas também com um futuro diferente de hoje. Fui por aí sonhando, me encantando com o que eu poderia ser, e encontrei meu caminho.

Caí no mundo dos livros aos 17 anos, porém lembro que minha infância também fui recheada de gibis e de livros que nem tinha idade para ler e entender, mas estavam lá me fazendo companhia. Pedro Bandeira foi meu 'debut' na literatura, fazendo o carro da minha imaginação andar. No ensino médio fui obrigada - literalmente - a ler clássicos que me faziam ter arrepios de raiva (e que sem saber seriam meus preferidos mais adiante), porque a influência do professor certo e que ama seu trabalho me fariam ver a literatura com outros olhos. Naquele mesmo período, Augusto Cury me mostrou que preciso treinar minha mente com disciplina e nunca deixar de sonhar; com a minha primeira série literária de Ann Brashares, aprendi com Lena, Tibby, Bridget e Carmem que amizades são eternas e fazem parte de um amor incondicional. E tive o prazer de 'conhecer' uma escritora que mesmo não tendo lido nada dela sabia que teria muitas coisas para me dizer, mas as barreiras linguísticas não deixava. E não estava errada, né Sarah Dessen?

Não parou por aí! Descobri o que é o amor, decepção, amizade, esperança e paixão nas páginas de um livro. Vivi vidas que jamais viveria, conheci personagens que jamais teria tal oportunidade, chorei, sorri, até experimentei a sensação de se estar morrendo, mas renasci mil vezes. E parecia que nunca ia acabar. Precisou Jane Austen vir parar nas minhas mãos para sonhar sonhos maiores, e me extasiou com uma época muito distante da minha realidade. E não dá pra enumerar tantos outros que acrescentaram histórias à minha existência.

Mas algo tem me incomodado com o passar dos anos. Tenho pensado muito em como algumas pessoas denominam outros com rôtulos. E imagino como alguns colecionadores são chamados de loucos. Quando se gosta tanto de algo é inconcebível descrever o alcance do seu amor. Chegar em lugares e perceber que você é conhecida(o) assim deveria ser bom, mas quando isso lhe traz uma sensação de tristeza, não o é. Fico pensando se estou soando repetitiva dia após dia, porque só eu sei em como minha vida é ligada aos livros. Será que a culpa é minha, ou são as pessoas que pouco me conhecem?

Pois bem, aqui vai: não me rotulem! Minha decisão é essa, porque eu AMO LIVROS, e não imagino minha vida sem eles. Mas se eu sou só isso? Não! Mesmo que eu ame livros mas do que consiga explicar, eu não sou só isso. Tem muito mais que livros dentro de mim, e eles não são meus únicos vícios. Creio que família e amigos verdadeiros são a melhor coisa que Deus trouxe à existência. Adoro café forte, canecas,  chocolate, Nutella, e qualquer coisa que envolva doce, tô dentro! Lembro que queria ser professora e fazia meu portão de quadro-negro, depois quis de alguma forma poder dar uma qualidade de vida melhor para pacientes num hospital mas ver o sofrimento de outros me deixava triste e não aguentei por muito tempo. Agora Moda foi acrescida a lista de "coisas à fazer antes de morrer", junto com o maior sonho da minha vida que envolve Paris e um passarela - não eu nela, é claro! A beleza da borboleta sempre me encanta, e música é como estar em outro mundo onde só existe o ritmo e um coração batendo. E por mais que eu goste dos Backstreet Boys, Beyoncé, JoJo, Xtina, Mariah, Alicia Keys, Colbie, HaAsh, Joss Stone, nenhum cantor falará com o meu coração como o Alejandro Sánz. E que filmes - por mais que emocionem - tiram o poder da imaginação e sempre que sobe o "In The End" me questiono o que acontece depois com os personagens, e é frustrante. A sensação de dançar e se sentir livre, não há melhor. E que séries de Tv é uma espécie de novela, só que bem produzida e me permite passar anos ao lado de meus personagens preferidos - a não ser que cancelem a próxima temporada né. E no meu pequeno mundo agora habita os doramas, um vício recente, que faz com que fique horas na frente do computador.

Enfim, essa sou eu. Não toda, mas o que sei e posso dizer no momento. Amanhã não sei o que serei, posso só imaginar o que poderei ser. Mas por enquanto sou feita de livros e de tudo o mais que eu posso perseguir.