Parte 9 - Marina

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Porque eu tinha concordado com essa insanidade? Estar perto do Pedro é a última coisa que eu precisava nesses dias. Andava tão tensa com os acontecimentos em casa. Minha mãe não me entende mesmo, a ideia fixa de vender a casa que moramos a vida toda ainda persiste e isso me deixa estressada.

A minha vida mudou muito quando meu pai morreu. Isso já faz 2 anos; ele era meu mundo. Aos 15 anos descobri que ele era minha alma gêmea. Pode até soar engraçado quando eu dizia isso, e ninguém entendia, o que é compreensível. Geralmente a maioria dos jovens não tem um bom relacionamento com os pais. No meu caso era o contrário, a comunicação em casa sempre foi algo primordial, contar como foi meu dia era rotina na hora do jantar. Rir das minhas novidades na escola, contar o que minhas amigas e eu fazíamos sempre deixava meus pais entretidos com um sorriso bobo nos lábios. Passeios de finais de semana, ir ao cinema ver os filmes que eram lançados - hábito que não deixei, o que me lembrava que estava nervosa por causa do Pedro.

Daniel, meu papai querido. Eu o amava. Amo. Passou a ser o meu melhor amigo e confidente; aquele tipo de pessoa que você confia cegamente e derrama seu coração até não querer mais. Ele sabia a parte mais ínfima dos meus pensamentos, até o fato de eu ansiar conhecer um homem que fosse como ele, aquele que eu dividiria uma vida.


"As pessoas são únicas, filha", era o que me dizia vez após vez quando eu insistia no mesmo assunto. Mamãe tinha tanto sorte em tê-lo encontrado.
"Mas pai, eu não tenho nem duas décadas de vida e já noto como as pessoas são egocêntricas e egoístas". Era realmente uma chata queria uma coisa, afinal eu estava falando da minha vida né, não poderia querer menos que isso, afinal eu tenho um cérebro. Não quero ninguém que me coloque pra baixo ou faça da minha vida um inferno.
"Não se preocupe querida, quando o certo chegar você simplesmente saberá". Aquelas palavras se repetiam vez após vez dentro de mim, porque quando a pessoa aparecesse a quem eu apresentaria? A quem eu contaria como estava me sentindo? E mais no futuro, quem andaria comigo até o altar? Às vezes até queria ficar sozinha, queria isso nunca acontecesse.

Aquele acidente há 2 anos atrás acabou com os meus sonhos. Eu estava muito quebrada para notar que algo bom estava acontecendo.

O poder de um livro!

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Esse final de semana tive a oportunidade de ler o livro mais triste da minha vida, que despertou em mim sentimentos que há muito não sentia. Vinte Garotos no Verão da Sarah Ockler, que já estava na minha lista desde que vi a capa internacional há uns 6 anos atrás.
"Na verdade, as coisas não vão embora. Elas se transformam em algo diferente. Algo mais bonito."
O livro conta a história da morte de Matt e como Anna e Frankie lidam com a perda de seu ente querido. Anna teve uma paixão secreta por Matt e conseguiu transformar isso em realidade antes dele falecer, e Frankie tenta apenas seguir em frente após a morte do seu irmão. Elas são melhores amigas mas não sabem como superar isso, e nem o que fazer pra confortar uma a outra.

Daqui há 3 meses completa 1 ano que meu pai faleceu, e nem mesmo no seu enterro aquela percepção de sofrimento ou luto estava presente. Chorei, isso é óbvio, não é fácil deixar alguém que você tanto ama ir embora. Mas a presença de tantas pessoas queridas e seu carinho por mim, fizeram com que o momento fosse menos doloroso.

Mas esse livro veio pra levar com tudo, e abriu as comportas de todas as lágrimas que não tinha derramado.
"Cair em prantos é diferente de chorar. O pranto consome seu corpo todo e, quando acaba, você sente como se não tivesse ossos para mantê-lo em pé."
As descrições de sentimentos que estavam trancafiados em mim e as palavras de como as pessoas não se importam com o que você passa, tava tudo lá descrito, nos mínimos detalhes. Tudo o que eu pensei durante os dias de angústia, de escuridão e eu não queria falar de nada, só ficar no meu canto. E ao mesmo tempo estava lutando a cada dia pra manter a memória viva de que meu pai ainda é uma parte de mim, são os mesmo sentimentos que Anna luta pra manter.
"Que você acorda todos os dias se perguntando por que você está viva e ele não."
A saudade é uma droga! E isso pode te manter presa no mesmo lugar pelo resto da vida. E pensava todos os dias que eu não queria esquecê-lo, como em "Um Lugar Pra Ficar" (da Cecelia Ahern) em que os esquecidos percebiam quando seus parentes tinham deixado de lutar e estava seguindo com a suas vidas. Não queria isso!
"Às vezes acho que nos sentimos culpados por estarmos felizes, e, assim que nos pegamos agindo como se tudo estivesse certo, alguém se lembra de que nada está certo."
Me levou também há lugares que eu quase não ia, como as lembranças do meu pai de alguma maneira bem (no começo da doença) e depois ficando cada dia mais doente, tendo o segundo AVC  e a cada dia mais longe de uma boa reabilitação. Eu simplesmente não me lembrava disso, só pensava em outras coisas, mas aí um livro de 288 páginas fez minha cabeça rodar e reviver isso tudo em 2 dias.

E quando acabei a leitura o que restou foi o sentimento de que meu pai sempre será "meu daddy" e eu serei "a menininha do papai", ele esteve aqui e eu o amei da melhor forma que pude e me senti muito amada. A perda foi repentina mas ele sempre estará em mim, sou o molde que ele formou há 28 anos atrás.
"Faço que sim e sorrio. Um pé diante do outro. Estou bem, obrigada por não perguntar."

Não Olhe para Trás

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Às vezes, quando se é jovem, você acha que nada pode te machucar, é como ser invencível. Sua vida toda está a sua frente e você tem grandes planos. Grandes planos. Para alguns funciona: achar seu par perfeito, aquele que te completa, um carro, o emprego perfeito, e outras coisas que se encaixam.

Mas conforme vai envelhecendo, percebe que nem sempre é tão fácil assim. Só no fim da vida percebe que os planos que fez, foram só planos. E quando olham para trás, é só passado e planos frustrados. E você quer acreditar que fez o seu melhor, que deu o seu máximo, mas não. Não foi porque nunca olhou para frente e o que resta é acreditar que deixou muito para trás.

Sinto que as pessoas se perdem quando pensam na felicidade como um destino. Estamos sempre pensando que um dia seremos felizes, realizando tudo o que sonhamos. Mas a felicidade é um estado. É uma condição. É como estar cansado ou com fome. Não é permanente. Isso vai e volta e está tudo certo. Sinto que se as pessoas pensassem isso dessa forma, elas encontrariam a felicidade muito mais vezes.

Message in a Bottle #2

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Recebeu minha primeira carta?
Hoje li aquele rascunho e percebi o quanto eu tava desesperado naquele dia... sinto sua falta.
Creio que estava muito nervoso, não sou mais o mesmo, é tão estranho uma vida sem você nela.
É sempre assim, dia após dia fingindo que acordei com você, que vamos tomar café, que te acompanharei até o estacionamento, que te verei em breve quando a tarde cair - querendo a escolha que não pude evitar.

Pensei esses dias que teria sido melhor se não tivesse te conhecido naquele cinema. Quem diria que eu viraria um grande fã de clássicos por sua causa? Isso ainda me faz rir! Eu odiava aquilo: uma época que não existe, valores que foram esquecidos, uma linguagem estranha. Mas você amava... ama! Viu o que fez comigo? Fui abduzido para um mundo irreal. Toda aquela baboseira de contos de fadas e blá-blá-blá de meninas. Depois eu não me contive e só quis mais disso, de você e de tudo o que me oferecesse.

Mas não. O desespero deixa a gente pensar e falar coisas que não deve. Eu só sei que te amo, e não mudaria nada que houve entre nós. Ah! tem sim, não teria deixado você entrar naquele avião. Isso sim eu mudaria.

Quero você aqui!
Do sempre seu

Rôtulos e o que eu poderia ser!

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Você já gostou tanto de uma coisa que sentia que sua vida era ligada aquilo de alguma forma? Que por mais que você pudesse e tentasse se livrar disso no começo, foi se fixando cada vez mais e foi impossível soltar? Então, eu sinto isso todos os dias de uns anos pra cá.

Sempre existem essas matérias jornalísticas por aí que mostram pessoas que colecionam selos, canecas, carros, LP's, porcelana; e não entendia o que viam de interessante nisso. E hoje eu entendo, e muito bem.  Amo livros, de um jeito que nunca achei que fosse gostar de algo na vida.

Juntei muitas partes de mim aos 13 anos deixando meu passado pra trás, e segui em frente, crescendo. Encontrei uma num Criador que fez de mim uma pessoa melhor, aprendi a estudar a Palavra de Deus, ficando mais assídua com a leitura. Aprendi a sonhar não só com o presente mas também com um futuro diferente de hoje. Fui por aí sonhando, me encantando com o que eu poderia ser, e encontrei meu caminho.

Caí no mundo dos livros aos 17 anos, porém lembro que minha infância também fui recheada de gibis e de livros que nem tinha idade para ler e entender, mas estavam lá me fazendo companhia. Pedro Bandeira foi meu 'debut' na literatura, fazendo o carro da minha imaginação andar. No ensino médio fui obrigada - literalmente - a ler clássicos que me faziam ter arrepios de raiva (e que sem saber seriam meus preferidos mais adiante), porque a influência do professor certo e que ama seu trabalho me fariam ver a literatura com outros olhos. Naquele mesmo período, Augusto Cury me mostrou que preciso treinar minha mente com disciplina e nunca deixar de sonhar; com a minha primeira série literária de Ann Brashares, aprendi com Lena, Tibby, Bridget e Carmem que amizades são eternas e fazem parte de um amor incondicional. E tive o prazer de 'conhecer' uma escritora que mesmo não tendo lido nada dela sabia que teria muitas coisas para me dizer, mas as barreiras linguísticas não deixava. E não estava errada, né Sarah Dessen?

Não parou por aí! Descobri o que é o amor, decepção, amizade, esperança e paixão nas páginas de um livro. Vivi vidas que jamais viveria, conheci personagens que jamais teria tal oportunidade, chorei, sorri, até experimentei a sensação de se estar morrendo, mas renasci mil vezes. E parecia que nunca ia acabar. Precisou Jane Austen vir parar nas minhas mãos para sonhar sonhos maiores, e me extasiou com uma época muito distante da minha realidade. E não dá pra enumerar tantos outros que acrescentaram histórias à minha existência.

Mas algo tem me incomodado com o passar dos anos. Tenho pensado muito em como algumas pessoas denominam outros com rôtulos. E imagino como alguns colecionadores são chamados de loucos. Quando se gosta tanto de algo é inconcebível descrever o alcance do seu amor. Chegar em lugares e perceber que você é conhecida(o) assim deveria ser bom, mas quando isso lhe traz uma sensação de tristeza, não o é. Fico pensando se estou soando repetitiva dia após dia, porque só eu sei em como minha vida é ligada aos livros. Será que a culpa é minha, ou são as pessoas que pouco me conhecem?

Pois bem, aqui vai: não me rotulem! Minha decisão é essa, porque eu AMO LIVROS, e não imagino minha vida sem eles. Mas se eu sou só isso? Não! Mesmo que eu ame livros mas do que consiga explicar, eu não sou só isso. Tem muito mais que livros dentro de mim, e eles não são meus únicos vícios. Creio que família e amigos verdadeiros são a melhor coisa que Deus trouxe à existência. Adoro café forte, canecas,  chocolate, Nutella, e qualquer coisa que envolva doce, tô dentro! Lembro que queria ser professora e fazia meu portão de quadro-negro, depois quis de alguma forma poder dar uma qualidade de vida melhor para pacientes num hospital mas ver o sofrimento de outros me deixava triste e não aguentei por muito tempo. Agora Moda foi acrescida a lista de "coisas à fazer antes de morrer", junto com o maior sonho da minha vida que envolve Paris e um passarela - não eu nela, é claro! A beleza da borboleta sempre me encanta, e música é como estar em outro mundo onde só existe o ritmo e um coração batendo. E por mais que eu goste dos Backstreet Boys, Beyoncé, JoJo, Xtina, Mariah, Alicia Keys, Colbie, HaAsh, Joss Stone, nenhum cantor falará com o meu coração como o Alejandro Sánz. E que filmes - por mais que emocionem - tiram o poder da imaginação e sempre que sobe o "In The End" me questiono o que acontece depois com os personagens, e é frustrante. A sensação de dançar e se sentir livre, não há melhor. E que séries de Tv é uma espécie de novela, só que bem produzida e me permite passar anos ao lado de meus personagens preferidos - a não ser que cancelem a próxima temporada né. E no meu pequeno mundo agora habita os doramas, um vício recente, que faz com que fique horas na frente do computador.

Enfim, essa sou eu. Não toda, mas o que sei e posso dizer no momento. Amanhã não sei o que serei, posso só imaginar o que poderei ser. Mas por enquanto sou feita de livros e de tudo o mais que eu posso perseguir.

Parte 8 - Pedro

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 Ocupar espaços que existia dentro da Marina foi muito difícil. Não era fácil lidar com ela, apesar de ser um amor de pessoa, porém num momento estava falante e risonha, no outro já estava com aquele olhar de preocupação e tristeza.

Como na vez em que fomos colocados como parceiros num trabalho. Reparei em como ela ficou pálida quando a professora nos colocou juntos, alegando que havia notado como estavámos evoluindo nos estudos. Confesso que não entendi muito bem, parecia até que ela ia desmaiar, a acalmei mostrando que poderia pedir a professora para nos trocar de dupla se ela quisesse. O que aconteceu logo em seguida foi vê-la arrastando a cadeira até mim, olhar bem dentro dos meus olhos e ouvir um "não, tudo bem" e um silêncio obscuro.

Aquilo me deixou nervoso. Parecia que ela estava se distanciando de mim. Não deixaria todo o esforço que fiz ir por água abaixo. Só não sabia como fazê-la falar mais da sua vida pessoal; acho que era aí que estava o problema. Ela nunca falou nada dos pais, só da melhor amiga Beatriz, ou Bê, como ela a chamava carinhosamente.

Depois de um tempo Marina relaxou e passou a ser a mesma menina divertida com olhos tristes que eu estava acostumado. Entre um debate ou outro sobre aqueles textos horríveis, ela me contou como foi seu passeio na semana passada no shopping e que havia ido cinema sozinha. Isso partia meu coração: sua solidão. E não passava despercebido, ela notou meu olhar.

- O que foi? - ela sorriu.
- Você. - disse sem nenhum humor.
- Eu? O que tem?
- Indo sozinha por aí.
- Eu já tô acostumada, não liga pra isso. E além disso, a Bê não pode ir comigo. Teve que acompanhar a mãe em algum lugar.
Tomei coragem e disse:
- Porque não me chamou? Eu iria com você!
Ela sobressaltou-se.
- Vou lembrar disso na próxima vez. - disse isso franzindo a testa, ela sempre fazia isso.
- Mesmo? - dei-lhe um olhar atravessado e questionador.
- Sim! - enfatizou e completou: - Independente do gênero?
- Sim, claro.
- Até mesmo um romance de chorar litros?
Não tive como não ri do seu riso travesso. O que também me levou a sorrir.
- Sim, Marina, até um água com açúcar. Só não quero saber que você está sozinha, combinado?
Ficamos subitamente em silêncio quando a professora passou por nós, olhando como estava o andamento dos exercícios. Foi bom que me acalmei. Era muita coragem para um único dia.
- Tá. Obrigada. - a ouvi sussurar - Então já devo lhe avisar que amanhã vou ao cinema denovo, vai estrear um filme que quero ver. 
- Ok. Que horas?
- Vou depois da escola. Sessão das 14 horas... Tudo bem? 
- Ok, não tenho treino amanhã. Espere... - peguei um pedaço de papel e anotei meu telefone celular. E continuei:  - Me ligue se houver mudanças de planos tá?
E ela apenas pegou o papel e concordou com um balançar de cabeça.

Estava mais uma vez próximo dela.

Nosso Amor: Eric & Alessa

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 Há muito tempo quero falar sobre esse casal mais que especial do livro "Princesa de Gelo" da autora nacional Thayane Gaspar.

Eric & Alessa não faz parte daquela categoria de casal que se conhece numa festa, se apaixonam, namoram e são felizes para sempre - não necessariamente nessa ordem. Por trás do primeiro encontro inusitado deles tem muitos outros acontecimentos entrelaçados.

A salvação de Alessa está em um garoto com olhos verdes, passos firmes, 1,87 de altura, cabelos loiros que se encontrava o tempo todo perto dela, frequentando a mesma escola, o mesmo corredor. E como a personagem narra " tendo passado por ele invisível em vida, acabou chamando-lhe a atenção na morte", pois é com a tentativa de Alessa tirar a vida que os dois passam a se conhecer e a se importar um com o outro. Não que ela queira, pois deixa bem claro que não quer contato com ele, mas Eric é persistente e consegue escalar esse 'obstáculo'.
"Quase não acreditei que finalmente alguém realmente gostaria de saber, me entender, de descobrir, me decifrar."
Uma das coisas que mais me cativou nessa narrativa e linda história sobre o medo de amar alguém é que a personagem o tempo todo muito sincera, deixando o leitor a par de cada pensamento, até o talvez que você ache ser irrelevante.

Cada parte dela tenta lutar contra o carinho que Eric passa a nutrir, porém ele a preenche e a acalenta através de um sentimento. Não se faz necessário toque, carinhos, beijos. Tudo começa por dentro e transparece aos olhos do leitor. E foi isso que mais me fascinou, que não foi preciso expressões públicas de afeto para saber que ali existia mais que uma amizade.
"Eu queria muito, virar a página seguinte, poder ver se um dia aquilo que estava me hipnotizando podia ser um sentimento, que não se esvairia num beijo."
Apesar de ter seus próprios fantasmas, Eric é tão otimista, compassivo, com sonhos como qualquer outro e tão apaixonado que não aguentar ver uma jovem se afundar em sua própria solidão. E é lindo vê-la admitindo isso, mesmo que na maioria das vezes não diga isso pra ele.

Um casal profundo que traz à tona questionamentos sobre o verdadeiro amor, porque se apaixonar e entregar seu coração a quem talvez não cuide bem dele. Te absorve e faz suspirar até o desfecho - e se você tiver um coração mole arranca suas lágrimas.
"Queria ter tido um coração para dizer que ele batia rápido quando ele estava por perto."

Nosso Amor: Adam & Juliette

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Uma vida sem sentido, sendo um estorvo para todos por causa de um dom/maldição que nem sabe porque tem. Dezessete anos de silêncio, gritos internos e com aflições de qualquer espécie, até a página dois e o encontro de Juliette com Adam.

Transtorno de tantos anos faz Juliette ter tantos pensamentos contraditórios dentro de si, que a faz ficar doente. Seu medo de se envolver emocionalmente com alguém é tão grande que tem muito receio de ser tocada até mesmo com os olhos - a especialidade de Adam!
"Não me importo com as suas perguntas, não mesmo. Só é estranho ter alguém com quem conversar. É estranho ter de exercer energia para mover meus lábios à formação de palavras necessárias para explicar minhas ações. Ninguém se preocupou por muito tempo. Ninguém me observou o bastante para se perguntar por que encaro o lado de fora da janela. Ninguém jamais me tratou como igual."
Julie é a protagonista daquela história do elefante que cresce num circo e é amarrado numa fina corda, sendo que desconhece sua força até mesmo quando cresce*. Vi a Julie dessa mesma forma, ela é tão massacrada com sentimentos de inutilidade, que não tem a oportunidade de amadurecer seus sentimentos e sua própria vida. Está pressa às amarras da insegurança. Enquanto Adam é um lutador, e a influencia da forma que precisa.


Ambos estão perto da combustão instantânea quando se encontram e percebem o que são capaz de fazer juntos em prol de cada um. Estão ligados por um vínculo intenso, por um sentimento que faz o coração estilhaçar em milhares de pedaços, derreter até a mais bruta das sensações.
"Na noite passada, a lembrança de seus braços em volta de mim foi o bastante para espantar os gritos. O calor de um abraço amigo, a força das mãos firmes unindo todos os meus estilhaços, o alívio e libertação de tantos anos de solidão. Este presente que ele me deu eu não posso retribuir."
O sentimento entre eles é tão visceral que arrebata, estremece; quanto mais Julie luta para se afastar, mais Adam luta por uma proximidade.
"Talvez seja melhor que ele pense que eu não gosto dele a pensar que gosto demais."            (ela é louca??
Acredito muito em mudar a vida das pessoas, em somar, transformar pensamentos e ações. Adam é assim! Faz muito por Juliette; aliás, ele dá uma vida que ela nunca teve a oportunidade de ter, e ela o motiva a ter algo pelo que lutar.
"Sinto que posso ser exatamente quem eu quero ser em seus braços."
" - Você não tem ideia do quanto pensei em você. De quantas vezes sonhei, de quantas vezes sonhei em estar tão perto de você.  Céus, Juliette, eu a seguiria para qualquer lugar. Você é a única coisa boa que sobrou neste mundo."

Um amor chamado: Gossip Girl

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Uma verdadeira loucura estar aqui falando de Gossip Girl. Porque na verdade, tudo começou ontem quando a Carol Estrella estava pedindo dicas de motivos para assistir a série - aliás ela é uma doida (isso é um elogio ok! rs) que está sempre twittando sobre o seriado e adoro isso nela!

Então aqui estoy yo tentando falar sobre o meu 2º seriado favorito, porque Gilmore Girls nunca sairá do pódio. Mas sério, mesmo que tenho que achar alguns motivos para tentar convencer você a ver e gostar também? Porque para mim, um único motivo já é o suficiente. Sempre foi e sempre será!

#1 - Chuck & Blair

Na sua melhor forma como um dos casais mais fofos que eu conheço, está esses dois aí. (pausa dramática). Faz você querer se afundar em melancolila quando assiste as cenas fofas que fazem - são poucas, até ganhar destaque - mas quando acontece é ESPETACULAR! Aí depois disso, é paixão na certa, que só cresce em cada episódio. E as farpas? sim, muitas delas, porque se tem duas pessoas cabeça-dura são eles dois, e fazem as farpas bem afiadas voarem pela telinha - e pronta para te atingir se não tomar cuidado - tornando tudo mais divertido e interessante.

#2 - Moda/Estilo

Para tudo! Se vc quer saber de moda, tem que ir pra Nova York e Paris né gente. E tipo, Manhattan é muito UAU...
As roupas e sapatos que as meninas usam fazem a melhor das criaturas babar e desejar cada um deles intensamente. E não é só as meninas não, os garotos também são muito estilosos, cada um com a sua personalidade. Chuck que o diga, me fez amar e suspirar ao ver um homem de terno... hehe


#3 -Manhathan

Ter a oportunidade de conhecer a verdadeira Manhattam, em todo o seu glamour. Ver os points mais badalados, e os pontos turísticos da cidade.
Amo olhar os flashs da ponte do Brooklyn, que também faz parte da nossa city tour. É maravilhoso e faz muito bem aos olhos... :) Assistir a cidade iluminada ainda é uma das minhas preferidas.


#4 - Best Friends Forever

Umas das coisas que mais amo e dou valor nessa vida é os laços familiares e de amizade. E existe muito disso nesse seriado. Acho que no quesito família deixa a desejar muito, mas quem gosta disso também aprende muito nesse sentido. Mas no sentido de amizade, Gossip é fantástico. Afinal, família dão pra gente, mas os amigos a gente tem o poder de escolher.
Duas pessoas que são muito boa nisso são Blair e Serena. Apesar de estarem numa fase onde precisam crescer (aliás, quem não precisa né?), esse laço que as une é muito bonito. Acho incrível como se protegem, cuidam uma da outra, se amam como irmãs e fazem tudo para manter tal sentimento. Aprecio muito isso!

#5 - Dan Humphrey

Apesar de odiar aquela melação dele com a Serena-meu-sonho-impossível (e até hoje não acreditar naquele 'amor todo'), não tem como não concordar que ele é um fofinho, e dos mais fofos. Inteligente, carinhoso, e meu querido por amar livros (o que faz toda bookaholic arrastar um caminhão por ele... hehe), e você vai gostar dele queira ou não, um cara esforçado, carismático mesmo quando são malvados com ele.

#6 - Fofocas

E falando em maldade, é o que não falta em Gossip Girl. Afinal a fofoca rola solta, e sem intriga não tem graça. E ver as estratégias dessa turma é muito bom. Mesmo que no final se deem bem ou não, a produção faz você torcer. Até mesmo para a maldade, mesmo para o "bem" do seu queridinho hehe

#7 - Trilha Sonora

Para aqueles que gostam de uma trilha sonora muito bem feita. Essa está em Gossip! Várias músicas tem tudo a ver com o episódio e bem no clima. Lentinhas que embalam o casal do momento, as agitadas que dão vida à toda badalação da cidade grande.

#8 - Cecily ou CW?

Não li e nunca lerei os livros (porque tem um fato que soube que me deixou muito triste), mas amo toda a construção dos personagens. A personalidade, a vida deles, o que passam, o que decidem fazer das suas vidas. E não sei se isso devo agradecer à Cecily ou ao bom trabalho que o pessoal da CW está fazendo... Mas o seriado é fantástico!


Bom, pra mim é isso! Acho que falei até demais... rs
Mas creio que volto, porque esse post me animou pra falar mais sobre meu casal fofo, que há entre eles um "meu amor, seu amor" muito grande.

A encerro assim...

Para: Você!

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Oie amor!

Hoje faz um mês que minha ficha caiu. Antes era tão simples ver você como amigo, tudo tá tão diferente agora.
Ver você todos os dias e não poder lhe falar ou demonstrar tudo o que se passa, tem consumido minha alma. Algumas formas bem direta de fazer isso tem passado pela minha cabeça mas sou tão inexperiente na arte de amar, que só me dá tempo de ficar nervosa e o coração bater forte. Luto comigo mesma, estremeço enquanto essa guerra acontece dentro do meu peito.

Amor pra mim nunca foi algo concreto mas sim confuso e sem nexo. Porém, dessa vez, não quero ser afobada e errar novamente. Tô tentando ser mais tranquila, serena. Quero escrever nossa história em folhas de papel, com canetas de sonhos e letras de esperança para que tudo dê certo. Estar plenamente presente, ser atenciosa com você, passar tempo e me achegar a ti. Para que o nosso amor tenha características que só um amor tranquilo pode ter. Quero dar isso à você hoje e sempre! É um risco que quero correr...

Por mais que tenha pensado que um amor assim iria chegar, juro que não pensei que ser você e com você. Sim, você, que tem enchido meu coração por longos e intermináveis segundos.
Uns poucos dias, uma semana, um mês, dois... até ser constante e pleno. Isso se você me  aguentar, então haverá esperança rs (Next to You - Jordin Sparks)

Desejo apenas que você saiba o que significa pra mim! E nessa canção está o que não cabe no meu coração por que você está lá ocupando todos os espaços...

Você está na minha cabeça como uma canção no rádio
Tudo o que eu sei é que eu tenho que estar perto de você
Sim, eu tenho que estar perto de você
Sentada aqui, transformando minutos em horas para acalmar meus nervos
Porque você não sabe que eu tenho que estar perto de você
Talvez sejamos amigos, talvez sejamos mais
Talvez seja apenas minha imaginação
Mas eu vejo você me olhar por um tempo a mais
E isso me faz começar a perguntar
Mas eu acho que você sente isso também
Sim, são 5 da manhã e eu não consigo ir dormir
Porque eu desejo, sim, eu desejo que você soubesse o que você significa pra mim
Baby, vamos ficar juntos e acabar com esse mistério
Como fazer a pessoa que você quer, querer estar perto de você? 
(Next to You - Jordin Sparks)